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Imagine o seu dia a dia. A sua rotina diária. Acordar, se arrumar, ir trabalhar, fazer compras, passear, os afazeres da casa... Você já parou para pensar o quanto as telecomunicações estão presentes na nossa “vida comum”? É isso o que queremos fazer com este post. Deixar clara a presença dessa tecnologia, como ela está profundamente interligada com a nossa sociedade e como já não é possível pensar em uma realidade sem o acesso a tudo isso. Vamos começar com algo simples: e se a cada dia da semana, a geração de telefonia móvel regressasse uma geração? Será que vida mudaria muito?

Um dia como outro qualquer

Júlia começou a escutar o som que programou para o seu echo-dot com Alexa para tocar nas manhãs de segunda-feira. O interessante é que isso não se limitava ao som do despertador, mas a toda uma rotina de despertar que programou junto à sua Alexa. 

Exatamente às 7h00 da manhã, com o volume aumentando gradativamente, ela era acordada ao som de sua música favorita. Assim que a música terminava, a sua televisão ligava sozinha no canal de notícias. Na cozinha, a sua cafeteira, que também estava ligada à rede, já começava a preparar o café quentinho. Júlia ia tomar banho e aproveitava para escutar a sua agenda para o dia. Usando somente o comando de voz, fazia anotações, já agendava compras, lia e respondia e-mails e até conversava com a sua mãe que morava em outro país utilizando a assistente virtual.
Já pronta para ir trabalhar, Júlia pegava o seu smartphone, a sua smartband, o seu tablet, o seu notebook ultrafino, colocava tudo no carro, que já se conectava ao GPS e ao Waze para ver a melhor rota para o trabalho. Queria evitar o máximo de trânsito possível, mas como sempre que pegava um pouco, aproveitava para ir adiantando as coisas no carro mesmo, baixando diversos arquivos pelo 4,5G.

Ao chegar no trabalho, já dava continuidade ao que já estava fazendo, afinal, tudo estava sincronizado pela nuvem. Desde que tivesse internet boa, não precisaria mais de nenhum pendrive. A propósito, ela até achava uma coisa bem antiquada quem ainda carregava essas coisas por aí.  

A sua segunda foi bem normal: fez as suas reuniões por videoconferência, respondeu a milhares de mensagens do whatsapp, fez operações bancárias, assinou digitalmente documentos importantes. A única diferença foi a ligação que recebeu do seu pai no celular. Ele sempre ligava do telefone fixo. Fora empresas, quem mais tinha telefone fixo hoje em dia? A resposta? O seu pai. O seu pai era de uma outra época. 

Acabou voltando por um caminho diferente que o aplicativo tinha indicado. Aproveitou e pediu comida no próprio carro: ainda bem que tinha um aplicativo para isso! Chegou em casa junto com a refeição, que logo em seguida comeu. Depois fez a sua aula da pós-graduação EAD, e ficou até mais tarde fazendo um trabalho com o seu grupo (tinha gente do mundo inteiro). Foi dormir bem cansada e se perguntando porque as coisas precisavam ser tão difíceis. 

Uma terça 3G

Júlia começou a escutar o som do celular despertando. Prontamente levantou e foi colocar uma música para tocar. Tomou banho bem rápido, precisava adiantar algumas coisas do trabalho primeiro. 

Se vestiu e ligou o computador. Tinha esquecido de colocar o arquivo no pendrive e se chamou de burra! Quem em sã consciência esqueceria o próprio pendrive?! Teria que baixar o arquivo diretamente. Ele era bem pesado, e a sua internet era doméstica, uma das mais rápidas, mas mesmo assim o arquivo era bem grande. Deixou baixando e foi preparar o café da manhã; aproveitou e deu uma olhada na geladeira e fez uma lista no celular das coisas que precisaria comprar no mercado. 

Deu um pulo no quarto para ver como estava o download do arquivo. Infelizmente tinha dado erro. Colocou novamente e ligou a TV. Deu um pulo quando viu que tinha um acidente no caminho que fazia para ir trabalhar. Deixou o arquivo para lá e foi correndo para o carro. 

No meio do trânsito, ligou o 3G para dar uma checada na sua agenda do dia e ver alguns e-mails. Ela fez isso rapidinho, afinal, os pacotes de dados eram bem caros e não davam direito a muitos MBs. A dificuldade que teve foi pelo fato de que o sinal 3G não pegava bem em todo o lugar. Em vários momentos ficava bem lento, mas dava para o gasto.

Conseguiu não chegar tão atrasada no trabalho. Já chegou e pegou o pendrive com os arquivos que precisava e colocou na bolsa. Não ficaria na mão de novo! Ligou o computador e foi ver os seus e-mails novamente. Tinha um e-mail da sua mãe. Ela morava em outro país e sempre tentavam conversar por Skype, mas a mãe dela não era tão boa com tecnologia. 

O seu dia foi bem normal. Assinou diversos documentos e mandou o motoboy no cartório para reconhecer firma. Fez diversos telefonemas, enviou e-mails e mandou diversas mensagens. Até recebeu um telefonema do seu pai. A mesma ligação do telefone fixo. Diversas pessoas estavam abandonando o hábito de ter linha fixa, será que o seu pai também seguiria essa onda? Ela se perguntava. 

Colocou mais alguns arquivos no seu pendrive para levar para casa e foi embora do escritório. No caminho passou no mercado e foi direto para casa. Acabou esquecendo de comprar algo para comer e decidiu que ligaria para o restaurante chegando em casa. Jantou e foi trabalhar. Enquanto estava no computador, foi ver novamente sobre a pós-graduação que gostaria de fazer. O problema é que era em outra cidade. Até tinham algumas faculdades que começavam a dar cursos online, mas ninguém dava muita credibilidade

Foi dormir meio triste. 

Quartas com cara de 2G

Júlia acordou assustada. Ainda não tinha se acostumado com despertador do celular. Aquele sonzinho era bem chato, mas funcionava para acordá-la. Acordou mais cedo porque teria que trabalhar um pouco. Se arrumou, tomou café e saiu de casa em direção à lan-house. Para ter uma internet decente, era o único lugar além do escritório. 

Checou os seus e-mails e percebeu o quanto de correntes ela costumava receber! Atualizou o status no Orkut e deixou o MSN aberto para conversar com algum amigo online enquanto trabalhava. Aproveitou e mandou um e-mail para sua mãe, afinal, fora os eventuais telefonemas de fim de semana, essa era única maneira que conversavam morando cada uma em um país.  Precisou mandar alguns torpedos para ir adiantando algumas coisas e fez uma ligação com o coração apertado. Sabia o quão caro estava o valor do minuto, especialmente para outro celular. 

O celular ajudava bastante, mas mais na cidade. Quando vai visitar a tia no interior, ele fica inútil. Servindo apenas para a distrair com o jogo da cobrinha. Mas, melhor isso do que nada, não é mesmo? Ela pegou ele em uma promoção. Nokia 3310. Desde que o comprou, tem certeza que o carregou somente 2 vezes.

Saindo da lan-house, pegou o carro e foi para o escritório. O mesmo caminho de sempre. O mesmo trânsito de sempre. Sempre ficava com medo de arriscar outro caminho e se decepcionar. Seria tão bom ter uma maneira de saber como está o trânsito além dos informes do rádio e da televisão.  

Chegou no escritório e teve um dia bem agitado. Diversas ligações e e-mails. Era meio difícil manter tudo organizado. Começou a colocar as coisas na agenda digital, mas a boa agenda de papel ainda era a sua fiel companheira. Como sempre, recebeu a ligação do seu pai, no telefone fixo do escritório, é claro! O seu pai pagaria uma fortuna se ficasse ligando no celular. Apenas em emergências. Era esse o combinado. 

Júlia anotou tudo na sua agenda tentou deixar o dia seguinte organizado. Fora a lan-house, era meio difícil ficar trabalhando fora do escritório, mas era o que dava para fazer até então. 

Passou no mercado e comprou algumas coisas. Teve que comer miojo, pois esqueceu de passar no caixa 24h para sacar dinheiro. Sem dinheiro não teria como pedir algo do restaurante. Foi dormir com um pouco de fome e pensando em pedir indicação para algum colega de uma boa pós-graduação para fazer.

Quintas de primeira… primeira geração

Júlia acordou com o rádio-relógio tocando. Preferia colocar na sua estação favorita à ouvir aquele som escandaloso. Foi para o banho escutando o rádio bem alto. Depois foi até a porta pegar o jornal do dia. Se atualizou com tudo o que tinha de acontecido de importante no mundo no dia anterior. Teria que ir mais cedo para o escritório, pois nunca dava conta de terminar tudo. Era muita coisa. Viu na sua agenda que tinha várias reuniões externas no dia. Seria uma quinta bem complicada. 

Chegou ao escritório e checou os recados na secretária eletrônica. Precisava pegar um daqueles pagers para facilitar essa parte. Tentou ligar para o celular do seu chefe em vão. Não entendia porque ele tinha comprado aquele tijolo pesado que nunca funcionava direito. Achava um desperdício de dinheiro. Nunca gastaria seu dinheiro com aquilo. Nunca! Enviou diversas cartas pelo malote e documentos para o cartório. Tudo era muito lento e pouca coisa era integrada. Aproveitou e mandou uma carta para a mãe. Tinha muita saudade, mas só conversavam por telefone uma vez por mês e também por cartas. Com o pai era mais fácil. Bastava ligar na sua casa. Na hora do almoço, passou no banco para sacar dinheiro. Teria que passar no supermercado para comprar algumas coisas. 

Antes de ir embora para casa, foi ver o novo computador que tinha chegado ao escritório. Aos poucos todos iriam começar a usá-los e ela precisaria se informar mais com um curso de informática. O bom é que tudo ficaria muito mais simples de se fazer.

Após jantar, foi dormir. 

Sexta-feira 13

Júlia acordou com o despertador. Tomou banho, tomou café e foi para o escritório. Tinha muita coisa pra fazer. Trabalhar com tudo aquilo de arquivos em papel era bem cansativo e demorado. 

Enviou documentos por malote, cartas... aproveitou e mandou uma para o seu pai e sua mãe. A comunicação com sua mãe era apenas por cartas ou quando viajava para visitá-la, o que era raro, pois morava em outro país. Já com o seu pai era mais fácil, o via aos finais de semana. 

Passou na loja de discos para ver se tinha novidades. Algumas bandas estrangeiras estavam fazendo sucesso. Pegou um jornal e ficou espantada com as notícias dos outros países. Queria saber mais sobre o que acontecia no mundo, mas se não fosse pelos jornais, seria viajando ou escutando das outras pessoas. 

Depois de trabalhar, Júlia passou no mercado e foi para casa jantar. Estava bem cansada, mas ainda queria terminar o livro que estava lendo. Ele falava sobre o futuro e como tudo estará conectado por meio de grande rede invisível. Júlia acabou caindo no sono enquanto lia. 

O futuro já começou 

Júlia teve um sonho bem estranho. 

Sonhou com o futuro. Assim como no livro, tudo estava conectado: as empresas, as pessoas, as cidades. Eram verdadeiras cidades inteligentes. Dispositivos monitoravam nossa saúde em tempo real e chamavam automaticamente uma ambulância em caso de emergência. Médicos, conectados a robôs a milhares de quilômetros de distância, realizavam cirurgias delicadas em pacientes como se estivessem realmente na sala de operação. Todos os carros não precisavam de motoristas e, conectados ao sistema da cidade que, por conta dessas informações compartilhadas, conseguia administrar o trânsito de uma forma muito mais organizada e eficiente. Eram vidas muito mais tranquilas e sustentáveis. Tudo era desenhado para fazer parte de algo maior e evoluir com as informações coletadas.

Mais um sábado qualquer

Acordou no meio do noite assustada. A inteligência artificial percebeu que ela havia acordado e ligou as luzes de forma bem branda. Acessou o seu monitoramento do sono e percebeu o que tinha acontecido. Era tudo um sonho estranho. Voltou a dormir, afinal, ainda faltava um belo tempo para acordar. Dormir mais: um dos benefícios de trabalhar de casa. Só depois descobriria que já era sábado. 

Mais presente do que percebemos

Essa história foi um exemplo simples de como a nossas vidas mudaram a cada evolução da tecnologia de telefonia móvel. Hoje já algo tão comum que uma simples instabilidade no sistema do whatsapp ou do waze já suficiente para colocar tudo no mais completo caos. Estamos cada vez mais dependentes de tudo isso, e cada vez mais precisamos investir em uma infraestrutura que suporte o nosso estilo de vida. O 5G está vindo aí, quais mudanças ele irá provocar?

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Júlia Éboli

Júlia Éboli

Júlia Éboli, especialista em implementar iniciativas de Marketing Digital no mercado B2B, já possui 14 anos de atuação na área de Comunicação e Marketing. Formada em Publicidade pela PUC-MG, tem pós-graduação em Marketing pela FDC e MBA em Digital Data Marketing pela FIAP.

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