Estamos vivendo um momento único na sociedade moderna. O mundo inteiro, de alguma forma, vive um grande isolamento. Pessoas reclusas dentro do seus lares, esperando a pandemia da Covid-19 diminuir ao ponto que consigamos retornar às nossas rotinas. 

Para não pararem totalmente, muitas empresas (você pode ler sobre isso aqui, aqui e aqui) estão operando em esquema de home office - pelo menos com aquelas funções que possibilitam tal abordagem.

Este conteúdo, por exemplo, surgiu de uma reunião de pauta feita por videoconferência, foi escrito por mim no escritório que tenho em casa, revisado por outras pessoas da equipe, em casas distantes da minha, que o acessaram por um sistema de armazenamento em nuvem e, depois de aprovado, foi postado aqui no QMC Conecta e está sendo lido por você, que pode estar em qualquer lugar do mundo neste exato momento. 

Por conta dessa súbita mudança no modelo de trabalho de muitas pessoas, as empresas de telecomunicações estão se unindo para garantir que os serviços de internet e televisão não sejam prejudicados diante do aumento vertiginoso da demanda doméstica - estamos caminhando aqui no Brasil para um aumento de 50%.

A importância de se comunicar em momentos de crise

De comunicações por sinais de fumaça na África e diferentes sons de tambores na China, percorremos um longo caminho até chegarmos aos smartphones. Tudo isso guiados pelo desejo do ser humano de se comunicar a distâncias cada vez maiores e com melhor qualidade. A cada nova barreira superada, o nosso entendimento de comunicação, distância e qualidade também expandiram.

Esse cenário atual nos ajuda a refletir sobre o papel fundamental que as telecomunicações - e toda a sua infraestrutura - possuem em momentos de crise.

Como as telecomunicações mudaram a nossa maneira de sobreviver a crises 

Em março de 2011 um desastre natural afetou o Japão. Um tsunami, causado por um maremoto, além da grande devastação por onde passou, causou um vazamento no reator nuclear da cidade de Fukushima. O mundo, em poucos minutos, compartilhou a preocupação pelos japoneses. Pessoas com familiares no país ficaram desesperadas por notícias. Graças às redes sociais foi possível saber a situação de muitos. Uma simples postagem na timeline do Facebook, um tweet de poucas palavras, um áudio ou vídeo curto pelo WhatsApp foram suficientes para trazer um alívio sem igual para muitas famílias. Isso só foi possível porque, apesar da destruição, a infraestrutura de telecomunicações resistiu com poucos danos e pôde ser restabelecida com velocidade.  


A própria QMC viveu algo semelhante durante o furacão Maria que devastou parte de Porto Rico em 2017. A infraestrutura de telecomunicações que construímos lá conseguiu suportar o desastre natural, e foi um pilar fundamental para o governo e para as pessoas que passavam por uma situação muito delicada.



É até possível imaginar se, pandemias que assolaram o mundo no passado, como a gripe espanhola, teriam sido menos letais caso houvesse um sistema de telecomunicações eficiente, como o que temos hoje, informando a população sobre como se prevenir. Afinal, apesar do surto de Covid-19 que vivemos hoje, estamos compartilhando informações entre os países e a população sobre prevenção e tratamentos que estão apresentando eficácia.

Hoje, como já falamos lá em cima, muitas empresas estão resistindo à atual crise por conta das facilidades que a infraestrutura e as evoluções na área de telecomunicações oferecem. A nuvem dá acesso a arquivos e sistemas essenciais, aplicativos de videochamadas colocam equipes em contato constante. Algumas companhias até estão realizando happy hours remotamente para que o clima se mantenha positivo entre os colaboradores. O home office permite que produtividade não caia, podendo chegar ao ponto de aumentá-la. 

As telecomunicações como aliadas da saúde 

Atualmente o Senado brasileiro se prepara para votar a liberação da telemedicina em caráter emergencial diante da atual pandemia. De acordo com a proposta, a telemedicina será autorizada para qualquer atividade da área da saúde. Médicos, nutricionistas e psicólogos poderão usar a tecnologia de informação e de comunicação para oferecer os seus serviços - atender pacientes por videoconferência, por exemplo.  A ideia é que a medida desafogue os hospitais, deixando-os livres para focar apenas nos casos graves regulares, somados ao gerados pela Covid-19.  

Iremos sobreviver a esta crise. Já passamos por outras e conseguimos nos reerguer mais fortes. É algo característico do ser humano. O “mais forte” neste caso pode ser algo que as novas tecnologias em telecomunicações irão proporcionar, como é o caso do 5G. 

Em um nível mais superficial, irá permitir mais conexões simultâneas. Muitos mais aparelhos conectados por Km², aumentando a densidade e mantendo um sinal e velocidades de qualidade.  Em um nível mais profundo de inovação, permitirá novas possibilidades de abordagem para a área da medicina, nos fornecendo ferramentas eficientes para viver mais e melhor - por exemplo: monitoramento remoto de pacientes, integração com dispositivos inteligentes (monitoramento do sono, batimentos cardíacos etc.), chegando ao ponto da realização de cirurgias remotas.

Esses são alguns exemplos de como novas tecnologias irão permitir que tenhamos um aumento na qualidade de vida. Talvez, num futuro não tão distante, situações como a que passamos hoje por conta da Covid-19 se tornem questões simples de serem resolvidas.

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Murilo Almeida

Murilo Almeida

Murilo possui ampla experiência no mercado de telecomunicações, liderando projetos de consultoria estratégica para 3 das 4 maiores operadoras do Brasil – incluindo trabalhos em temas como M&A, planejamento estratégico, planejamento comercial, otimização de CAPEX e Turnaround.

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