Ainda estamos vivendo o isolamento social. Bilhões de pessoas no mundo inteiro dentro da segurança dos próprios lares. Muitos estão aproveitando o momento para se conectarem mais com a família de forma presencial. Um tempo precioso que a rotina atribulada do dia a dia muitas vezes nos impedia de ter com aqueles que amamos. Outras pessoas estão aproveitando para se conectar digitalmente, por meio de aplicativos de mensagem, videochamadas ou até mesmo a boa e velha ligação telefônica.  Essa conectividade, entretanto, não se limita ao convívio familiar, mas também ao convívio profissional. As mesmas ferramentas digitais estão sendo fundamentais para que muitas empresas não parem e consigam manter tanto a produtividade quanto os empregos dos colaboradores. 

Todo o cenário acima descrito possui um efeito que está deixando muitas empresas e especialistas preocupados: a segurança digital. Já falamos anteriormente como a questão é delicada em um hotel - imagine em residências - que não possuem um departamento de TI à disposição para pensar em ferramentas eficientes para barrar possíveis invasões de criminosos digitais ou a exposição de dados sensíveis.

Zoom: o caso que fez todos voltarem a conversar sobre segurança digital 

O Zoom é uma plataforma de teleconferências que já era amplamente utilizada pelo setor da educação para aulas no modelo de ensino à distância, e também por empresas para realizar reuniões com muitos membros de forma simultânea. Eles ficaram ainda mais em evidência por causa do isolamento social pós-covid19 (a base de usuários cresceu 1900%) e, por causa disso, passam por alguns problemas complicados de segurança: algumas falhas e vulnerabilidades foram encontradas e exploradas por hackers:

  • Uma live musical de uma empresa teve que ser cancelada porque um usuário invadiu a transmissão e começou a exibir vídeos eróticos para os participantes
  • Um ex-agente da NSA (a agência de segurança Norte Americana) encontrou um bug no sistema que permite que tomem o controle de webcams e microfones de usuários Macintosh
  • Uma pesquisa mostrou que era possível invadir uma chamada após mudar alguns simples números de uma URL padrão.

Claro que a empresa se posicionou publicamente sobre o assunto, pedindo desculpas por não ter conseguido atender às expectativas de segurança dos seus usuários, além de oferecer tutoriais ensinando como aumentar a segurança da plataforma durante chamadas. Neste comunicado oficial, o Zoom também se comprometeu (em até 90 dias) solucionar os problemas de segurança, e priorizar o trabalho dos times de engenharia em questões de confiança e privacidade. 

A rede de celular poderia ser uma solução

O exemplo acima evidenciou o problema que aconteceu com uma plataforma que conta com profissionais especializados em segurança digital. Mas e nós, reles mortais? O quão expostos estamos com as nossas conexões domésticas de Wi-Fi? Muito.

Claro que o Wi-Fi segue como a principal opção diante de uma cobertura de celular não muito boa. Isso já é um claro sinal para as empresas investirem ainda mais em infraestrutura de telecomunicações para que possamos ter a certeza de um bom sinal em qualquer situação e mudar a realidade para poder contar, profissionalmente, com a rede móvel apenas quando o sinal do Wi-Fi não está disponível. Afinal, a tecnologia 4G já nos entrega velocidades interessantes e segurança, que possibilitam uma boa navegação na internet.

Algumas dicas para ficar mais seguro navegando de casa

Se esse assunto lhe deixou preocupado com a segurança da sua própria rede, trouxemos 4 dicas que você pode adotar para aumentar a sua segurança digital em casa.

1 - Para dados e ambientes importantes da empresa, aposte em uma VPN

A VPN (Virtual Private Network) é uma rede virtual privada e permite uma conexão exclusiva e criptografada, ideal para proteger todo e qualquer dado trocado. Se você precisa se conectar à ambientes da empresa, converse o seu departamento de TI sobre a possibilidade de instalar uma na sua máquina.

2 - Mantenha seus dispositivos atualizados

As atualizações de softwares, aplicativos e sistemas operacionais sempre trazem medidas de segurança novas para vulnerabilidades encontradas. Tenha a certeza de que está com a última versão de tudo na sua máquina, bem como do antivírus. 

3 - Não clique em tudo que lhe mandarem

Por conta do aumento do home office motivado pelo coronavírus, muitos cibercriminosos estão encontrando novas maneiras de aplicar golpes nas pessoas ou infectar computadores para conseguir dados importantes, como números e senhas de cartões. Ficou na dúvida de um link? Não clique. Confirme o envio, caso tenha sido enviado por um contato conhecido, por um outro meio de comunicação. Se possível, ligue. Não há como ter certeza que o outro lado também não foi vítima e agora, sem saber, está enviando links maliciosos para infectar mais pessoas, tal qual um hospedeiro assintomático ou até mesmo ser um criminoso que sequestrou o dispositivo do seu colega e agora está se passando por ele para lhe enganar.  

4 - Utilize senhas em arquivos importantes

Fora a senha no próprio dispositivo, coloque-as também em arquivos importantes ou com conteúdo sensível. Isso dificulta o acesso de pessoas mal intencionadas que, eventualmente, consigam interceptar o arquivo.  Ah! Use senha fortes com números, diferenciação entre letras maiúsculas e minúsculas e caracteres especiais. Lembre-se de também alterar as suas senhas dentro de um período regular.

Vale lembrar que o 5G irá revolucionar o tráfego de dados móveis, atingindo velocidades extremas em qualquer aparelho apto a receber o sinal. Mas, até a sua chegada no Brasil, será que teremos uma infraestrutura pronta para levar isso de forma ininterrupta e confiável para todos? Será preciso mais uma crise de larga escala como a que vivemos agora para evidenciar a falta de investimentos na área? E engana-se quem acredita que isso seja um problema exclusivo das operadoras. O usuário acredita que isso é uma responsabilidade de qualquer empresa que o queira ter como cliente. 

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Murilo Almeida

Murilo Almeida

Murilo possui ampla experiência no mercado de telecomunicações, liderando projetos de consultoria estratégica para 3 das 4 maiores operadoras do Brasil – incluindo trabalhos em temas como M&A, planejamento estratégico, planejamento comercial, otimização de CAPEX e Turnaround.

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